Correspondente relata sobrecarga em hospital na Venezuela após terremotos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão após os terremotos registrados na última quarta-feira (2
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o sistema de saúde da Venezuela está sob forte pressão após os terremotos registrados na última quarta-feira (24).
A correspondente da CNN Daniella Zambrano reportou ao vivo, durante o Bastidores CNN desta terça-feira (30), de um hospital em Petare, cidade da região metropolitana de Caracas, detalhando o cenário caótico enfrentado pelas unidades de saúde locais.
“As famílias estão colocando fotografias com nomes e números de contato de pessoas. Elas verificam as listas para tentar encontrar os seus entes queridos”, relatou Zambrano, à frente de uma parede repleta de cartazes com fotos de desaparecidos.
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Zambrano relatou que nos dois hospitais próximos ao local de onde ela reportava, em Petare, ao menos 300 pessoas deram entrada, a maioria com traumatismos.
Na tarde desta terça-feira, a Venezuela atualizou oficialmente o número de vítimas dos terremotos. São 1.943 mortos e 10.571 feridos. A quantidade de feridos quase dobrou em relação ao último balanço, que indicava um total de 5.034 na segunda-feira (29)
As unidades enfrentam grave falta de insumos médicos e cirúrgicos, como ataduras, materiais para gesso, kits cirúrgicos, materiais de sutura e luvas.
“Há uma necessidade particular que os familiares que estão aqui comentaram: precisam de ambulâncias. Não há ambulâncias suficientes para trasladar os feridos“, afirmou a correspondente.
Segundo Zambrano, as ambulâncias disponíveis são privadas e cobram cerca de US$ 130 dólares pelo serviço. O valor é inacessível para a maioria da população afetada, composta por pessoas de baixa renda.
Além disso, os hospitais também carecem de roupas e materiais cirúrgicos específicos para a realização de operações.
Incerteza sobre o futuro das vítimas
Além da crise nos hospitais, uma questão central preocupa os sobreviventes: para onde irão após receberem alta médica.
Segundo Zambrano, as autoridades não forneceram informações sobre onde as pessoas que perderam suas casas poderão se abrigar.
“Essa é a tragédia que vive a gente agora. Toda ajuda soma e, neste momento, a Venezuela precisa de muita ajuda de todos”, declarou a correspondente.
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