ANS define reajuste de até 6,2% para planos de saúde antigos

ANS define reajuste de até 6,2% para planos de saúde antigos

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A Anvisa (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou na 2ª feira (29.jun.2026) os percentuais máximos de reajuste para planos de saúde antigos em 2026. Os

Anvisa (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou na 2ª feira (29.jun.2026) os percentuais máximos de reajuste para planos de saúde antigos em 2026. Os índices variam de 5,52% a 6,2%, conforme a categoria da operadora. 

Os tetos se aplicam a contratos individuais firmados antes da Lei 9.656/1998, que regulamentou o setor de saúde suplementar no Brasil e estabeleceu regras para cobertura mínima obrigatória, reajustes, carências e fiscalização dos planos de saúde. Atualmente, 158,6 mil beneficiários ainda têm planos enquadrados nessa categoria, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

A regra vale exclusivamente para contratos vinculados aos Termos de Compromisso, acordos firmados em 2004 entre a ANS e determinadas operadoras para adequar contratos feitos antes das regras da agência. Os termos substituíram cláusulas de reajuste consideradas pouco claras ou excessivamente onerosas e estabeleceram que a metodologia de cálculo dos reajustes passaria a ser definida pela ANS, sem necessidade de judicialização.

Para a Amil, classificada como operadora de medicina de grupo, o teto fixado é de 5,52%. Já para as seguradoras especializadas em saúde, Bradesco Saúde, SulAmérica e Itauseg, o percentual máximo chega a 6,2%. As operadoras ainda podem aplicar índices inferiores aos limites estabelecidos.

A reportagem do Poder360 procurou as empresas para saber qual percentual será adotado na prática, mas não obteve resposta até a publicação deste texto. 

A ANS calculou os índices a partir da variação da despesa assistencial no período, de 5,11%, combinada com fatores adicionais previstos na metodologia. Para a Amil, o fator adicional foi de 0,39%; para as seguradoras especializadas, de 1,04%. 

Em 2025, os tetos eram mais elevados: 7,16% para as seguradoras e 6,47% para a Amil. 

Quem é afetado 

Os Termos de Compromisso foram assinados originalmente por seis operadoras em 2004: Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Itauseg, Golden Cross e Porto Seguro. Atualmente, permanecem vigentes apenas os contratos das quatro primeiras.  

Como esses planos deixaram de ser comercializados há décadas, a base de beneficiários encolhe gradualmente. No ano passado, o número de clientes enquadrados nessa modalidade era de aproximadamente 400 mil, segundo a ANS. 

Em nota, a agência afirmou que a decisão busca garantir “tratamento isonômico entre os contratos, previsibilidade na aplicação dos reajustes e segurança jurídica para todas as partes envolvidas”. A ANS acrescentou que o objetivo é manter alinhamento entre os contratos antigos e as regras aplicadas aos planos regulamentados. 

Fonte original: https://www.poder360.com.br/poder-saude/ans-define-reajuste-de-ate-62-para-planos-de-saude-antigos/
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