Vacina do HPV zera mortes por câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra

Vacina do HPV zera mortes por câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra

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A vacina contra o HPV está reduzindo drasticamente o número de mortes decorrentes do câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra, revelou um nov

A vacina contra o HPV está reduzindo drasticamente o número de mortes decorrentes do câncer de colo do útero entre mulheres jovens na Inglaterra, revelou um novo estudo.

Entre 2020 e 2024, nenhuma morte por essa causa foi registrada entre inglesas de 20 e 24 anos. É a primeira vez que o marco é atingido.

As projeções, feitas com base nas tendências dos anos anteriores, mostram que 23 mulheres dessa faixa etária morreriam em decorrência do câncer de colo do útero no período se não fosse a proteção da vacina.

Segundo o estudo, o imunizante, quando administrado cedo, consegue praticamente eliminar os óbitos causados por esse tipo de câncer entre mulheres com menos de 30 anos.

Os resultados reforçam a importância da imunização para combater – e possivelmente erradicar – a doença, que causa anualmente 350 mil mortes no mundo.

A pesquisa foi feita por cientistas do Cancer Research UK e da Queen Mary University of London e publicada no periódico The Lancet

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“É incrível pensar que uma única vacina pode praticamente eliminar um tipo específico de câncer”, diz o professor Peter Sasieni, um dos autores do estudo. “Esta pesquisa mostra o quão vital é manter elevados os níveis de vacinação contra o HPV para que mais pessoas estejam protegidas.”

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A análise dos cientistas revela que as mortes pelo câncer de colo do útero vêm caindo gradualmente na Inglaterra desde a introdução da vacina contra o HPV, que ocorreu em 2008 no país para as meninas, e a partir de 2019 para os meninos. 

Entre 2000 e 2004, 25 mulheres inglesas jovens (de 20 a 24 anos) faleceram em decorrência do câncer de colo de útero. Entre 2010 e 2014, foram 27 óbitos nessa faixa etária. Já entre 2015 e 2019, o número caiu para 5. E, finalmente, entre 2020 e 2024, as mortes zeraram.

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No total, os pesquisadores calculam que a vacinação já salvou cerca de 200 vidas desde que as campanhas se iniciaram, em 2008.

O HPV (vírus do papiloma humano) é uma infecção sexualmente transmissível (IST) bastante comum, que pode se manifestar como uma verruga na pele e mucosas. O vírus, porém, também pode resultar no câncer no colo de útero, além de câncer de pênis, de ânus e de outros tipos. Calcula-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas terão ou já tiveram contato com o vírus, embora, muitas vezes, a infecção possa permanecer totalmente assintomática.

O câncer de colo de útero, também chamado de câncer cervical, é o quarto mais comum entre mulheres; quase todos os casos são decorrentes da infecção por HPV. Todos os anos, 660 mil pacientes são diagnosticados com a doença, segundo a OMS. No Brasil, são 17 mil novos casos e sete mil óbitos por ano, de acordo com o Ministério da Saúde. 

A vacina é mais eficaz quando é administrada antes do início da vida sexual, quando os indivíduos passam a ter contato com o HPV. Por isso, ela é recomendada para indivíduos de 12 a 13 anos.

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Os ensaios clínicos já mostraram que a vacina contra o HPV é altamente eficaz em proteger os indivíduos do vírus e, por consequência, de casos de câncer. Nos últimos anos, porém, estudos feitos com milhares de pessoas vêm mostrando o impacto dessa proteção no mundo real.

Um artigo de 2025, por exemplo, analisou os dados de milhares de pacientes da Escócia e mostrou que o imunizante zerou os casos de câncer de colo de útero entre mulheres que receberam a vacina quando tinham 12 ou 13 anos.

No Brasil, a vacina é oferecida gratuitamente pelo SUS desde 2014. A opção disponível é a tetravalente, que protege contra os tipos mais frequentes do vírus (6, 11, 16 e 18). Na rede particular, é possível encontrar também a opção nonavalente, que protege contra nove tipos de vírus (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58). 

O público com acesso à vacina gratuita inclui crianças e adolescentes de ambos os sexos de 9 a 14 anos, além de pessoas de qualquer idade que sejam imunodeprimidas, vítimas de abuso sexual, usuárias de PrEP (medicamento para prevenir o HIV) ou portadoras de papilomatose respiratória recorrente, uma doença crônica. 

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Um estudo recente, no entanto, revelou um cenário alarmante: 26,4% das meninas brasileiras não receberam nenhuma dose da vacina contra o HPV. 

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Fonte original: https://super.abril.com.br/saude/vacina-do-hpv-zera-mortes-por-cancer-de-colo-do-utero-entre-mulheres-jovens-na-inglaterra/
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