Justiça nega ação de Calheiros e libera estudo da Paraná Pesquisas
O TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas) negou nesta 6ª feira (3.jul.2026) uma ação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para barrar a divulgação de um
O TRE-AL (Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas) negou nesta 6ª feira (3.jul.2026) uma ação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para barrar a divulgação de um levantamento sobre a disputa pelo Senado no Estado. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Calheiros afirmou, na ação, que a empresa Paraná Pesquisas excluiu do questionário submetido aos eleitores 3 pré-candidatos que já haviam anunciado publicamente a intenção de disputar a eleição: Alexandre Fleming (UP), Ítalo Bonja (PRTB) e Marcos Omena (Avante).
Segundo a ação, a exclusão desses nomes retira uma parcela do campo em disputa, o que compromete o cenário apresentado ao eleitor.
O processo também aponta “vícios de transparência no plano amostral”. Cita suspeitas de falhas na divulgação de dados sobre a amostra, o que, segundo a defesa, inviabiliza a avaliação da qualidade metodológica do estudo.
O desembargador Maurício César Breda Filho negou o pedido. Afirmou que “a obrigatoriedade de constar o nome de todos os candidatos na lista apresentada aos entrevistados surge apenas a partir da publicação dos editais de registro de candidaturas”.
NÚMEROS DA PESQUISA
O levantamento mostra Renan Calheiros, o deputado Alfredo Gaspar (PL) e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP) empatados tecnicamente nas primeiras posições da disputa pelo Senado em Alagoas.
Gaspar tem 40,4% das intenções de voto, contra 39,8% de Lira e 36,4% de Renan. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo foi realizado de 28 de junho a 1º de julho e ouviu 1.400 eleitores em 52 municípios de Alagoas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº AL-04491/2026. Eis a íntegra (PDF – 421 kB).
O Poder360 procurou Renan Calheiros e sua assessoria por meio de mensagem no WhatsApp para perguntar se gostariam de se manifestar sobre a ação. O Poder360 também entrou em contato com Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
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