Juros futuros exibem movimentos modestos enquanto mercado aguarda Caged

Juros futuros exibem movimentos modestos enquanto mercado aguarda Caged

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Os juros futuros oscilam entre avanços e recuos modestos no início da tarde desta terça-feira (30), sem um gatilho claro para os negócios enquanto o mercado esp


Os juros futuros oscilam entre avanços e recuos modestos no início da tarde desta terça-feira (30), sem um gatilho claro para os negócios enquanto o mercado espera pelos dados do Caged, que serão divulgados às 14h. No início da sessão, as taxas ensaiaram um movimento firme de alta à medida que a renda fixa recompunha parte dos prêmios que foram retirados da curva a termo ao longo da semana passada até o pregão de ontem, mas o movimento perdeu fôlego e os juros futuros passaram a rondar os ajustes da sessão anterior. Por volta de 13h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 exibia leve alta de 14,04%, do ajuste anterior, a 14,055%; a do DI de janeiro de 2028 subia de 14,11% para 14,125%; a do DI de janeiro de 2029 avançava de 14,20% a 14,215%; e a do DI de janeiro de 2031 recuava de 14,28% para 14,255%. O pregão desta terça-feira se desenhava em direção a um movimento de correção do mercado doméstico de renda fixa. Após seis sessões seguidos de amplo alívio das taxas, em especial nos vértices de curto a médio prazo da curva a termo, os juros futuros abriram em alta, no que parecia uma clara recomposição dos prêmios retirados pelos investidores nos últimos dias. No entanto, o ambiente positivo no exterior em meio à trégua nas agressões entre Estados Unidos e Irã abriu caminho para que os juros futuros se estabilizarem perto dos ajustes ao longo da manhã enquanto os agentes aguardam os dados do mercado de trabalho que serão divulgados em breve no Caged de maio. Segundo a estimativa mediana de analistas consultados pelo VALOR DATA, a economia brasileira abriu 120 mil empregos formais no mês passado, resultado que marcaria uma aceleração em comparação com as pouco mais de 85 mil vagas abertas em abril. Em um contexto de mercado de trabalho já bastante aquecido há algum tempo, qualquer sinal de arrefecimento do Caged pode alimentar a expectativa dos investidores por novos cortes da Selic pelo Banco Central. Hoje, o mercado precifica uma chance de 58% de que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá reduzir a Selic na sua reunião de agosto, de 14,25% para 14%. O ciclo como um todo, porém, pode estar perto de uma pausa sem uma melhora mais clara do quadro de inflação. “Como não prevemos uma queda nas expectativas de inflação no futuro próximo, acreditamos agora que o Copom manterá a taxa Selic em 14,25%. Para o próximo ano, desde que o governo fortaleça os fundamentos fiscais, ainda prevemos a retomada dos cortes nas taxas de juros ao longo do segundo semestre de 2027, levando a taxa Selic a 12,5% até o final de 2027”, avaliam economistas do Citi em relatório divulgado hoje. O pregão de hoje também é marcado pelo retorno das ofertas de NTN-B pelo Tesouro Nacional, uma semana depois de o órgão ter cancelado o leilão de papéis atrelados ao IPCA. Ao todo, foram ofertados apenas 150 mil títulos, dos quais 89,6% foram absorvidos pelos investidores, em um leilão praticamente simbólico que serviu mais para testar a normalidade nas condições de emissão, de acordo com um participante do mercado. “O mercado tem discutido a necessidade de [leilões de] recompra de NTN-Bs e o Tesouro não conseguir colocar todo esse lote mínimo é um sintoma de disfuncionalidade nestes papéis”, aponta esta fonte, sob condição de anonimato.
Fonte original: https://valor.globo.com/financas/noticia/2026/06/30/juros-futuros-corrigem-excessos-e-operam-em-alta-com-atencao-voltada-ao-exterior.ghtml
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