Investigação de acidente da Voepass entra em etapa final, diz Cenipa
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) divulgou, nesta quinta-feira (2), que as investigações sobre a queda do voo 2283 da Voep
O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) divulgou, nesta quinta-feira (2), que as investigações sobre a queda do voo 2283 da Voepass, em agosto de 2024, em Vinhedo (SP), entrou na etapa de revisão final. Em última atualização, 95% da investigação havia sido concluída.
Segundo o centro, durante essa fase, o documento das investigações é submetido a uma revisão por autoridades da França (na condição de Estado de Projeto e Fabricação da aeronave) e do Canadá (na condição de Estado de Projeto e Fabricação dos motores).
Na investigação, ainda estão sendo analisadas questões de segurança relacionadas à operação da aeronave, ao sistema e componente do avião, à autoridade de Aviação Civil, à manutenção e aos reparos da aeronave e, por fim, à questões regulatórias.
Na última terça-feira (30), além de escutarem a conversa da cabine da aeronave armazenada pela caixa-preta do avião, familiares dos 62 mortos no acidente tiveram acesso ao último laudo pericial da investigação, que vai embasar a finalização do inquérito da PF e o eventual indiciamento dos responsáveis.
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“Faltam alguns procedimentos, mas há a confirmação de que haverá indiciamentos. Os próximos 30 dias serão um ponto chave de virada para a finalização e encaminhamento do inquérito ao Ministério Público Federal”, disse o advogado Luciano Katarinhuk, representante da Associação e assistente de acusação.
O advogado afirmou que tanto o laudo pericial quanto provas já produzidas na investigação apontam para uma imputação “muito clara” dos responsáveis por autorizar o voo da aeronave ATR 72-500. “Aquele voo não deveria estar voando. Por que ele estava voando? Existe responsabilidade de quem colocou esse avião para voar”.
“Ufa, chegamos vivos”
Os familiares das vítimas tiveram acesso ao último laudo pericial da investigação durante uma reunião com agentes da Polícia Federal em Campinas, responsáveis pela investigação do caso.
Segundo apuração da CNN Brasil, um dos trechos que mais emocionou os familiares foi uma fala atribuída a um dos pilotos durante um voo anterior do mesmo avião, no trajeto entre São Paulo e Cascavel. Após o pouso, ele teria dito: “Ufa, chegamos vivos”.
Outro trecho apresentado aos familiares mostra um momento em que um dos pilotos reclama do funcionamento do sistema da aeronave, afirmando que ele “não funcionava”. A frase faz parte do material extraído da investigação e foi exibida durante a reunião, mas permanece sob sigilo.
À CNN Brasil, Luciano também contou que a reunião com a PF foi marcada por emoção e novidades do caso, já que os investigadores apresentaram o laudo técnico de mais de 200 páginas, com detalhes em primeira mão, que trazem o encaminhamento para a conclusão do inquérito quase dois anos após a tragédia.
Relembre o acidente
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Trocar imagemTrocar imagem1 de 25Vítimas do acidente com o avião da Voepass em Vinhedo (SP) • Reprodução/Instagram
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Trocar imagemTrocar imagem2 de 25Danilo Santos Romano era o piloto do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem3 de 25Débora Soper era comissária do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem4 de 25Hiales Fodra estava no voo da Voepass que caiu em Vinhedo • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagem5 de 25Isabella Pozzuoli é uma das vítimas fatais da queda do avião em Vinhedo (SP) • Reprodução/Instagram
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem6 de 25Daniela Schulz e seu namorado, o engenheiro agrônomo, Hiales Carpine Fodra, estão entre as vítimas da queda de avião em Vinhedo (SP). • Reprodução/ Redes Sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem7 de 25Laiana Vasatta está entre as vítimas de acidente aéreo • Divulgação/Redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagem8 de 25Maria Auxiliadora e José Cloves Arruda eram casados e morreram no acidente da Voepass em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem9 de 25Eliane Andrade Freire é uma das vítimas da queda do voo 2283 da Voepass • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem10 de 25Gracinda Marina Castelo Da Silva era pré-candidata a vereadora no Paraná e morreu no voo 2283 da Voepass • Reprodução
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Trocar imagemTrocar imagem11 de 25Vítima do voo 2283 da Voepass, Regiclaudio Rodrigues de Freitas era empresário e morava no Ceará • Reprodução
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem12 de 25O empresário Wlisses Dutra de Oliveira foi uma das vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP)
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem13 de 25Silvia Cristina Osaki era professora da Universidade Federal do Paraná e morreu no acidente do voo 2283 da Voepass • Reprodução
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Trocar imagemTrocar imagem14 de 25Ronaldo Cavaliere era representante comercial de vendas. Ele está entre as vítimas do avião • Reprodução
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem15 de 25Pedro Gabriel Gusson Do Nascimento trabalhava em uma indústria fabricante de pias e estava em Cascavel (PR) para uma convenção; ele morreu no voo 2283 da Voepass • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem16 de 25Trabalhador da indústria química, Luciano Trindade Alves é uma das vítimas do voo 2283 da Voepass • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagem17 de 25Humberto Campos de Alencar Silva era o copiloto do voo 2283, que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem18 de 25A fisiculturusta Daniela Schulz Froda estava entre as vítimas do voo 2283 da Voepass • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem19 de 25O empresário Junior Zini, ex-goleiro do Cascavel Futsal, e a mulher dele, Kharine, estavam entre os passageiros do voo 2283 da Voepas • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagem20 de 25Rubia Silva de Lima era comissária do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem21 de 25O professor Adriano Daluca Bueno morreu no acidente aéreo em Vinhedo dois dias antes de fazer aniversário • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem22 de 25Adriano Daluca Bueno e a mulher dele, Raquel Ribeiro Moreira, estavam no voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagem23 de 25Mauro Junior Zezkouski Sguarizi é uma das vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP); ele era DJ e produtor musical • Reprodução/redes sociais
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem24 de 25Alípio Camilo dos Santos Neto é uma das vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP)
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Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem25 de 25Venezuelanos Josgleidys Gonzalez, seu filho Joslan Perez, de 4 anos, e sua mãe, Maria Parra, estavam no voo da Voepass que caiu em Vinhedo (SP) • Reprodução/Redes Sociais
O voo 2283 da Voepass caiu em Vinhedo, no interior de São Paulo, no dia 9 de agosto de 2024 e deixou 62 mortos, se tornando o 5º pior acidente da história envolvendo um ATR 72 e o maior acidente na aviação comercial brasileira desde 2007.
A aeronave saiu de Cascavel, no Paraná, e iria para o Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. O avião, de prefixo PS-VPB, é um ATR 72-500, cuja capacidade total é de 74 pessoas, sendo 62 passageiros.
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Segundo o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a formação de gelo nas asas da aeronave foi uma das hipóteses levantadas por especialistas que poderiam explicar a queda da aeronave. A investigação do órgão da FAB (Força Aérea Brasileira) ainda está em andamento.
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