Ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar é alvo de nova fase da Operação Unha e Carne da PF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira a 5ª fase da “Operação Unha e Carne” no Rio de Janeiro. Segundo a PF, o Supremo Tribunal Federal (STF) autor

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira a 5ª fase da “Operação Unha e Carne” no Rio de Janeiro. Segundo a PF, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o sequestro judicial, de valores e bens, de R$ 22 milhões, de investigados na operação. São três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo STF, detalhou a PF, em endereços vinculados aos investigados, nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A PF não cita nomes, no informe. No entanto, segundo apuração da TV Globo, estão entre os alvos o pastor Marcio Poncio, o bicheiro e contraventor Adilsinho e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Tanto Adilsinho quanto Bacellar estão presos, devido a ações anteriores policiais, por envolvimento em supostas atividades criminosas. Segundo apuração mais recente do jornal “Bom dia Rio”, o mandado de prisão contra o pastor Poncio já foi cumprido, na manhã desta quinta-feira (2). Em comunicado sobre a ação, a PF informou que o objetivo da operação é de aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada por chefe da nova cúpula do jogo do bicho, no Rio, bem como investigar possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro. O Valor ainda não conseguiu contato com a defesa dos citados na ação. Esta nova fase, segundo a PF, teve início após apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. Essas listas chamaram a atenção dos investigadores da PF por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio, informou a Polícia, no comunicado. Com a ação desta quinta-feira, as investigações prosseguem com a análise do material apreendido, a identificação do fluxo financeiro investigado e a apuração da participação de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A ação deflagrada hoje se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) que, dentre outras providências, determinou que a PF conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos, em atividade no Estado, e possíveis conexões com agentes públicos, lembrou a PF. Gustavo Minas/Bloomberg
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