Estatais acumulam deficit de R$ 7,4 bilhões em 2026 até maio

Estatais acumulam deficit de R$ 7,4 bilhões em 2026 até maio

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As empresas estatais brasileiras monitoradas pelo Banco Central encerraram os primeiros 5 meses de 2026 com um deficit primário de R$ 7,4 bilhões. No acumulado

As empresas estatais brasileiras monitoradas pelo Banco Central encerraram os primeiros 5 meses de 2026 com um deficit primário de R$ 7,4 bilhões. No acumulado de 12 meses até maio, o rombo das empresas chegou a R$ 9,7 bilhões.

Em maio de 2026, o conjunto das estatais apresentou um superavit de R$ 0,3 bilhão. Os dados são das Estatísticas Fiscais de maio, divulgadas pelo BC na 3ª feira (30.jun.2026). Eis a íntegra (PDF – 394 kB).

Veja a trajetória das estatais (federais, estaduais e municipais) no infográfico abaixo:

O cenário crítico se consolidou ainda no 1º trimestre do ano. De janeiro a março, as estatais federais registraram um deficit de R$ 4,4 bilhões, o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2002. O montante representa alta de 151,2% ante o mesmo período de 2025, quando o saldo negativo havia sido de R$ 1,8 bilhão.

As estatais estaduais seguiram a mesma tendência e fecharam o trimestre com saldo negativo de R$ 1,5 bilhão, também o maior nível da série histórica para o intervalo. A última vez que as federais haviam operado no “azul” em um 1º trimestre foi em 2022, com superavit de R$ 6,6 bilhões.

CONTEXTO FISCAL

Apesar do resultado positivo pontual das estatais em maio, o setor público consolidado (que inclui o Governo Central e os entes regionais) registrou um deficit primário de R$ 56,1 bilhões no mês. Em 12 meses, o rombo acumulado do setor público atingiu R$ 149 bilhões (1,14% do PIB).

O peso dos juros nominais também tem impactado o balanço do Estado. Em maio de 2026, os juros somaram R$ 107,5 bilhões, ante R$ 92,1 bilhões no mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 12 meses, a conta de juros já alcançou R$ 1,11 trilhão (8,48% do PIB).

Essa dinâmica contribuiu para que a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) atingisse 67,9% do PIB em maio.

DIVERGÊNCIA METODOLÓGICA

O levantamento do Banco Central exclui as estatais financeiras –como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES– e também o grupo Petrobras.

A autoridade monetária argumenta que seu indicador é relevante para medir o deficit das estatais pela ótica do impacto nas contas públicas e, consequentemente, na política fiscal do país. Segundo o BC, quando uma estatal apresenta necessidade de financiamento, o Tesouro Nacional pode ter de cobrir a lacuna com a emissão de mais dívida ou com recursos arrecadados por impostos.

Responsável por coordenar a gestão das estatais, o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) critica a metodologia do BC para medir a saúde financeira das empresas. Para a equipe técnica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dados financeiros do BC não informam a real saúde financeira das empresas porque não detalham números contábeis, como as receitas, os custos, os ativos, os passivos e o lucro líquido.

Fonte original: https://www.poder360.com.br/poder-economia/estatais-acumulam-deficit-de-r-74-bilhoes-em-2026-ate-maio/
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