Barcelona entrega pulseiras de monitoramento de temperatura a trabalhadores

Barcelona entrega pulseiras de monitoramento de temperatura a trabalhadores

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Com a Espanha já sofrendo com sucessivas ondas de calor que causaram mais de mil mortes em excesso em junho, Barcelona começou a distribuir pulseiras de monitor

Com a Espanha já sofrendo com sucessivas ondas de calor que causaram mais de mil mortes em excesso em junho, Barcelona começou a distribuir pulseiras de monitoramento de temperatura aos seus trabalhadores que atuam ao ar livre, para que funcionem como um sistema de alerta precoce contra riscos à saúde.

A cidade distribuiu cerca de 1.400 pulseiras para funcionários que trabalham ao ar livre, incluindo garis, equipes de iluminação, funcionários de parques e funcionários da gestão de resíduos.

A pulseira mede a temperatura corporal dos trabalhadores e emite um som e uma vibração caso detecte que o usuário está em risco. Se isso acontecer, eles precisam interromper o trabalho.

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Vários trabalhadores de rua morreram nos últimos anos em toda a Espanha devido a picos de temperatura, o que levou a mudanças nos padrões e nas condições de trabalho.

Assim como grande parte da Europa, a Espanha vem enfrentando um calor sufocante nas últimas semanas, com a agência meteorológica Aemet registrando o segundo mês de junho mais quente já registrado.

O país se prepara para uma segunda onda de calor a partir do fim de semana.

Mortes pelo calor

A Espanha registrou 1.029 mortes em excesso no mês passado atribuíveis ao calor, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (1º), já que uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas ultrapassando os 40ºC, fez com que junho fosse o segundo mês mais quente já registrado.

Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, mostraram que o mês de junho registrou o maior número de mortes atribuídas ao calor desde o mesmo mês de 2015.

As temperaturas médias no mês passado ficaram 3,2 graus acima do normal, informou a agência meteorológica AEMET, tornando-o o segundo junho mais quente já registrado, atrás apenas de junho de 2025.

No auge da onda de calor, em 23 de junho, 35,7 milhões de pessoas — cerca de 73% da população do país — ficaram expostas a riscos à saúde devido ao calor; 38% delas enfrentaram risco elevado.

Desde 1975, ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas aconteceu na última década. Os 13 meses de junho mais quentes desde o início dos registros, em 1961, ocorreram todos no século 21.

Isso é uma evidência de que as ondas de calor surgem no início do verão com maior frequência do que antes, afirmou o porta-voz da AEMET, Ruben del Campo.

Entre 1º e 30 de junho, 165 recordes de temperatura máxima — 145 deles mensais e 20 históricos — e 225 recordes de temperatura mínima mais alta — 180 mensais e 45 históricos — foram quebrados em estações de medição locais, informou a agência.

A primeira onda de calor do verão foi excepcional no norte do país “não apenas por causa de sua intensidade, mas também por sua duração e persistência”, acrescentou a AEMET.

Por que ar-condicionado é raro na Europa mesmo com calor extremo?

Fonte original: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/barcelona-entrega-pulseiras-de-monitoramento-de-temperatura-a-trabalhadores/
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