Anvisa cria programa com redes sociais para combater desinformação
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lançou nesta 5ª feira (2.jul.2026) o seu Programa de Combate à Desinformação. A iniciativa estabelece uma co
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lançou nesta 5ª feira (2.jul.2026) o seu Programa de Combate à Desinformação. A iniciativa estabelece uma cooperação direta com as principais plataformas de redes sociais operantes no Brasil –Facebook, Instagram e TikTok– para frear a circulação de conteúdos ilegais ou falsos sobre temas relacionados à saúde pública e à regulação sanitária. O YouTube também participou do evento e deve integrar formalmente a parceria nos próximos dias.
O anúncio ocorreu durante a abertura do 1º engaj@nvisa. Como parte das primeiras medidas práticas do projeto, a agência colocou no ar a seção “Anvisa sem desinformação”, uma página oficial de checagem hospedada em seu portal eletrônico dedicada a desmentir boatos, conteúdos alarmistas e esclarecer dúvidas da população com base em evidências científicas e normas regulamentadas.
A estratégia de comunicação pública inclui também a criação de um canal oficial da agência no WhatsApp, estruturado para distribuir alertas, contrapontos e materiais explicativos em linguagem simples diretamente aos cidadãos.
De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, combater notícias falsas tornou-se uma prioridade institucional, uma vez que a desinformação no setor de vigilância sanitária gera riscos diretos à integridade física da população e prejudica as ações de fiscalização do órgão. Safatle pontuou que o novo canal de checagem atuará de forma complementar aos esforços da imprensa profissional e de outras instâncias da administração pública.
CANAIS DE DENÚNCIA
As empresas de tecnologia se comprometeram a reforçar e disponibilizar canais de denúncia especializados. Essas ferramentas permitirão que a agência encaminhe e acompanhe de forma prioritária as demandas de remoção ou sinalização de postagens que violem a legislação sanitária do país.
O acordo também estabelece a criação de fluxos permanentes de comunicação institucional entre as big techs e a Anvisa para o compartilhamento de boas práticas, dados de monitoramento de redes e o desenvolvimento conjunto de campanhas educativas digitais.
HISTÓRICO E IMPACTO NA SAÚDE
A ofensiva da Anvisa responde a desafios históricos de desinformação em larga escala verificados no país. O principal precedente é a pandemia de covid-19, período marcado por forte contestação de evidências científicas sobre vacinas e medicamentos de eficácia comprovada, o que afetou as decisões de saúde da população.
Como contraofensiva a esse movimento, o governo federal já havia lançado em 2023 o programa Saúde com Ciência, focado na defesa da vacinação. A medida coincidiu com a reversão na tendência de queda dos índices de imunização no Brasil: no mesmo ano de estreia do programa, 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil apresentaram aumento na cobertura nacional em comparação com os dados de 2022.
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